A história pública de Bernard L. Madoff não é um whodunit. É o fim documentado de uma prática de consultoria que tinha emitido extratos tranquilizadores durante décadas e não pôde satisfazer resgates quando o crash de 2008 chegou.
O que se segue é a sequência que os tribunais e o trustee SIPA trataram como estabelecida: a confissão à família, a prisão, a declaração de culpa, a pena e o longo esforço civil para devolver principal a contas admitidas.
Beats
- Um market-maker com um livro privado
A firma de Madoff era conhecida pelo market-making. Uma prática de consultoria mais quieta, comercializada boca a boca e por fundos alimentadores, emitia extratos que depois se provaram desligados da negociação real para esses clientes.
- Resgates num mercado em queda
No fim de 2008, os pedidos de levantamento subiram mais depressa do que o numerário. Madoff disse aos filhos que o negócio de consultoria era uma fraude. Os advogados da família contactaram as autoridades federais.
- Prisão e administração judicial
O FBI prendeu Madoff em 11 de dezembro de 2008. A SEC obteve tutela de emergência. Um trustee SIPA tomou o controlo do espólio da corretora em benefício dos clientes.
- Confissão de culpa em Manhattan
Em 12 de março de 2009 Madoff admitiu os onze counts em audiência pública. Não levou o caso a um júri. A alocução tornou-se a base factual da sentença e de queixas civis posteriores.
- Uma pena de 150 anos e uma longa recuperação
O juiz Chin impôs 150 anos em 29 de junho de 2009. A liquidação de Picard passou então anos a processar destinatários de transferências. As distribuições a pretendentes admitidos continuaram muito depois de o caso penal ter acabado.
A história no registro público é um caso penal consumado mais um livro-razão inacabado de recuperações — não uma pergunta aberta sobre se os extratos de consultoria eram reais.
Enciclopédia de registro público. Não é aconselhamento jurídico nem tutorial. Guerras ficam noutro atlas.