Na noite de 2–3 de dezembro de 1984 uma fuga de isocianato de metilo na Union Carbide em Bhopal matou milhares e deixou um registro jurídico misto que ainda molda o direito industrial.
Also called: fuga de gás da Union Carbide · isocianato de metilo de Bhopal
Na noite de 2–3 de dezembro de 1984, isocianato de metilo (MIC) escapou do Tanque 610 da central de pesticidas da Union Carbide India Limited em Bhopal, Madhya Pradesh. O número oficial de mortos imediatos registado nas primeiras cifras governamentais foi 2.259. Declarações posteriores do governo indiano usaram cerca de 3.500 mortes em dias e mais de 15.000 mortes relacionadas com o gás ao longo dos anos seguintes; grupos de campanha publicaram totais ainda mais altos. Esta página data essas cifras e não descreve lesões.
A Union Carbide Corporation dos Estados Unidos e a União da Índia liquidaram pretensões civis por 470 milhões de dólares em fevereiro de 1989, uma soma que o Supremo Tribunal da Índia aprovou e depois revisitou. Acusações penais contra oficiais indianos da UCIL foram reduzidas em 1996 de homicídio culpável a causar a morte por negligência (secção 304A do IPC). Em 7 de junho de 2010 um tribunal de Bhopal condenou sete antigos empregados e a companhia indiana, impondo penas de dois anos e multas. Warren Anderson, o diretor-executivo americano da UCC, foi preso em 1984, libertado sob fiança, deixou a Índia e nunca foi extraditado.
O estado é misto porque um acordo civil e condenações penais limitadas sentam-se ao lado de uma limpeza de sítio inacabada e de argumentos inacabados sobre o dever da companhia-mãe. A aquisição da UCC pela Dow Chemical em 2001 herdou uma disputa jurídica, não um livro moral fechado. A memória em português trata Bhopal como o caso-tipo de um bairro pobre ao lado do tanque de uma companhia rica.
Data2–3 dez 1984
CentralUCIL / Union Carbide
Mortos imediatos2.259 oficiais
AcordoUS$ 470 mi (1989)
Direito penalIPC 304A, 2010
EstadoMisto / sítio aberto
Dossier scores
Notoriety 88
Mystery 22
Scale 96
Evidence 70
Legal impact 72
Culture 68
Notoriety
88
Mystery
22
Scale
96
Evidence
70
Legal impact
72
Culture
68
Uma fuga, um acordo e uma condenação fina
Bhopal é o desastre industrial de registro público que o direito de acidente industrial ainda cita quando companhias-mãe, Estados anfitriões e vizinhos não partilham uma sala de tribunal.
Uma central de pesticidas dentro de uma cidade
A UCIL, de maioria detida pela Union Carbide Corporation, fazia pesticidas de carbamato em Bhopal. A unidade de MIC datava de fins dos anos 1970. Em 1984 a central sentava-se ao lado de bairros densamente habitados. Os sistemas de segurança do Tanque 610 — refrigeração, lavagem, queima — não estavam no estado que o desenho assumia, segundo a investigação indiana posterior e a discovery civil.
A água a entrar no tanque de MIC é o gatilho físico que a maior parte das reconstruções oficiais aceita. Como a água chegou lá, e até onde essa pergunta importa ao lado de salvaguardas desativadas, permanece um argumento secundário. Esta página não reconstrói um método. O facto público é uma libertação descontrolada sobre bairros a dormir.
Contas que nunca se tornaram um número
Hospitais e crematórios municipais foram sobrecarregados em 3 de dezembro. A primeira conta oficial imediata, 2.259, ainda é a cifra que muitos resumos jurídicos usam para a própria noite. Um affidavit governamental de 2006 e declarações posteriores do departamento de saúde elevaram as contas de lesões acima de 500.000 e atribuições posteriores de mortes a cinco dígitos.
Estudos do Indian Council of Medical Research e clínicas independentes documentaram doença crónica em bairros expostos. Fontes em português que imprimem um único «20.000 mortos» sem uma data estão a colapsar totais de advocacy com a conta municipal de 1984. A referência responsável mantém a noite, a década e o modelo separados.
Paz civil, resto penal
O Bhopal Gas Leak Disaster (Processing of Claims) Act 1985 fez da União da Índia a representante exclusiva dos reclamantes. Após litígio falhado de fórum nos Estados Unidos, o Supremo em 14–15 de fevereiro de 1989 registou um acordo de 470 milhões de dólares e, na primeira ordem, também anulou casos penais — um passo depois desfeito após protesto.
Em 1996 o Supremo reduziu as acusações dos acusados indianos ao IPC 304A, um máximo de dois anos. As condenações de junho de 2010 foram os primeiros acórdãos penais contra oficiais da UCIL. Anderson permaneceu um foragido no dossiê indiano. A posição da Dow é que o pagamento de 1989 fechou a responsabilidade civil da UCC; muitos grupos de Bhopal rejeitam essa leitura.
Lei escrita após a fuga
O Environment (Protection) Act 1986 da Índia e o Public Liability Insurance Act 1991 são os aftershocks estatutários domésticos: poder ambiental central e seguro industrial sem culpa. O United States Emergency Planning and Community Right-to-Know Act 1986 é muitas vezes ensinado em português como o primo americano de Bhopal, embora a sua história legislativa também inclua incidentes químicos domésticos.
Os resíduos restantes do sítio da central e as pretensões de águas subterrâneas são um caso ambiental vivo. O estado misto significa que a enciclopédia deve segurar três dossiês ao mesmo tempo: um acordo civil pago, uma condenação de negligência de 2010 e um sítio contaminado inacabado.
Isocianato de metilo de um tanque de armazenamento na central de pesticidas da UCIL na noite de 2–3 de dezembro de 1984. A página não discute como manejar ou libertar o químico. O facto público é uma exposição urbana descontrolada.
Quantas pessoas morreram?
O número oficial de mortos imediatos muitas vezes citado é 2.259. Declarações posteriores do governo indiano usaram cerca de 3.500 mortes nos primeiros dias e mais de 15.000 mortes relacionadas com o gás ao longo dos anos seguintes. Estimativas de campanha correm mais altas. Todas estas são cifras publicadas datadas, não um único censo.
O que foi o acordo de 1989?
A UCC pagou 470 milhões de dólares à União da Índia sob ordens do Supremo de 14–15 de fevereiro de 1989 para resolver pretensões civis. Os processos penais foram primeiro anulados e depois reavivados. A distribuição do dinheiro aos reclamantes levou anos e permanece criticada.
Quem foi condenado?
Em 7 de junho de 2010 um tribunal de Bhopal condenou sete antigos oficiais da UCIL, incluindo o presidente Keshub Mahindra, e a companhia indiana de causar a morte por negligência (IPC 304A) e counts relacionados. As penas foram de dois anos e multas. Um oitavo acusado tinha morrido. Warren Anderson não estava no banco dos réus.
Por que o estado é «misto»?
As pretensões civis foram liquidadas; o direito penal produziu só condenações de negligência de empregados indianos; o executivo da mãe americana nunca foi julgado na Índia; o dossiê de contaminação do sítio da fábrica não está fechado. Esses resultados não somam a uma única palavra como convicted ou closed.
Que leis indianas se seguiram?
O Act de processamento de pretensões de 1985, o Environment (Protection) Act 1986 e o Public Liability Insurance Act 1991. Juntos centralizaram a representação dos reclamantes, a regulamentação ambiental e o seguro industrial sem culpa.
A Dow Chemical tornou-se responsável?
A Dow comprou a UCC em 2001 e afirma que o acordo de 1989 acabou a responsabilidade civil da UCC. Tribunais indianos e campanhistas continuaram a testar se um sucessor ou a antiga mãe ainda deve limpeza ou danos adicionais. Essa disputa é a razão pela qual o aftermath permanece aberto.
A causa é desconhecida?
Não. Uma libertação de MIC do Tanque 610 não está em dúvida. Argumentos sobre sabotagem versus entrada de água e salvaguardas desativadas são secundários. O mistério é baixo; a finalidade jurídica é mista.