A rua sozinha removeu a presidente.
As multidões criaram pressão. A Assembleia Nacional fez o impeachment; o Tribunal Constitucional removeu. O procedimento é o registro.
O que permanece aberto após o indulto de 2021, quais mitos a cobertura em português ainda repete, e como as velas foram enquadradas no estrangeiro.
As condenações estão fechadas como achados. A justiça do indulto não está fechada como argumento.
O português ainda prefere uma mística e uma revolução a um tablet, um voto e um banco.
A rua sozinha removeu a presidente.
As multidões criaram pressão. A Assembleia Nacional fez o impeachment; o Tribunal Constitucional removeu. O procedimento é o registro.
Park nunca foi condenada.
Foi condenada em 2018. O indulto de 2021 é clemência, não uma absolvição.
Choi era uma xamã a correr o Estado.
A cópia Rasputin em português sobre-mistificou um escândalo de dinheiro político. Os tribunais julgaram influência e fundos, não um cargo sobrenatural.
Foi uma revolução violenta.
Os principais eventos de velas foram protestos de massas pacíficos. O resultado foi constitucional, não militar.
Peças da Folha, do Público e da RTP usaram revolução como elogio à capacidade cívica pacífica. A palavra pode enganar leitores a imaginar um regime novo escrito na praça em vez de um acórdão de tribunal em 10 de março.
Os editores do Brasil e de Portugal recorreram a vilões familiares. Watergate partilha «presidente cai após escândalo» e pouco mais em procedimento. Rasputin partilha «confidente» e quase mais nada.
O Valor e o Jornal de Negócios ainda arquivam o escândalo sob governação chaebol. Essa lente é real e parcial: pode esconder Gwanghwamun e o Tribunal Constitucional atrás de uma nota de fusão.
O escândalo Park–Choi permanece um caso condenado cujo afterlife em português são fotografias de velas, metáforas pedidas emprestadas e um indulto que não desescreveu os tribunais.
Enciclopédia de registro público. Não é aconselhamento jurídico nem tutorial. Guerras ficam noutro atlas.