Ponzi inventou pagar investidores antigos com dinheiro novo.
O padrão é mais velho. O colapso de Boston de 1920 é o epónimo em inglês — e, por tradução, em português —, não a primeira instância.
O que restou após a condenação de furto de 1925: deportação, um fecho brasileiro fino e mitos sobre cupões, originalidade e escala em dólares.
A história penal de Boston estava acabada em meados dos anos 1920. A palavra sobreviveu ao homem por um século.
Os mitos agrupam-se em torno da originalidade, de stocks ocultos de cupões e da inflação casual dos totais de 1920.
Ponzi inventou pagar investidores antigos com dinheiro novo.
O padrão é mais velho. O colapso de Boston de 1920 é o epónimo em inglês — e, por tradução, em português —, não a primeira instância.
Armazéns de cupões de resposta teriam tornado os retornos reais.
A reportagem de 1920 mostrou que a emissão global de cupões era demasiado pequena. O instrumento era real; o motor de investimento escalado não.
Nunca foi condenado em tribunal.
Declarou-se culpado de fraude postal federal em 1920 e foi condenado de furto em Massachusetts em 1925.
As perdas rivalizavam casos modernos de milhares de milhões em numerário de 1920.
As cifras de época são cerca de 15-20 milhões então. Casos posteriores são maiores em dólares nominais; as comparações precisam de inflação e de contexto de tamanho de mercado.
A história do jornalismo em português ainda começa a história Ponzi com o Post de 1920, do modo como as histórias da Enron começam com as notas de rodapé do Journal.
Redactores de mercado do Brasil e de Portugal citam a aritmética de cupões de Barron como um exemplo precoce de um editor a fazer a matemática do enforcement em público.
Os explicadores de estilo reciclam o apelido cada vez que um caso posterior rebenta. A enciclopédia mantém o processo de 1920 ligado à palavra. No Brasil, a morte no Rio em 1949 acrescenta uma nota local que a imprensa paulista e carioca ainda recorda.
O aftermath é uma palavra que ainda viaja e um dossiê de Boston de 1920 que é mais pequeno, e mais claro, do que os mitos.
Enciclopédia de registro público. Não é aconselhamento jurídico nem tutorial. Guerras ficam noutro atlas.