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📂 Panama Papers

Cronologia dos Panama Papers

Dez passos datados da fuga Mossack Fonseca à publicação de 3 de abril de 2016, à Islândia, ao Paquistão e ao encerramento da firma em 2018.

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Respostas curtas

O que são os Panama Papers?

Uma publicação jornalística de 2016 de 11,5 milhões de ficheiros da firma panamenha Mossack Fonseca, coordenada pelo ICIJ e por mais de cem meios após o Süddeutsche Zeitung ter recebido o cache de uma fonte chamada John Doe. As histórias começaram em 3 de abril de 2016.

Cada nome nos ficheiros era um criminoso?

Não. Muitas sociedades offshore são legais. A fuga mostrou quem usou os serviços da Mossack Fonseca. Alguns enfrentaram depois casos fiscais ou de corrupção; muitos não. A aparição nos ficheiros não é, por si, uma condenação.

Quem é John Doe?

A fonte ainda anónima que entregou os ficheiros ao Süddeutsche Zeitung. Um manifesto posterior argumentou que a desigualdade justificava a fuga. O ICIJ não identificou publicamente a pessoa. O mistério neste atlas é sobre essa identidade, não sobre se os ficheiros existiam.

Que líderes caíram?

Sigmundur Davíð Gunnlaugsson da Islândia renunciou em abril de 2016. Nawaz Sharif do Paquistão foi inabilitado pelo Supremo em 2017 num caso que cresceu da fuga. Outros países viram ministros interrogados ou auditorias abertas sem um resultado uniforme.

O que aconteceu à Mossack Fonseca?

A firma anunciou que encerraria em 2018 após o choque reputacional e jurídico. Os fundadores negaram criminalidade. O encerramento de uma firma não é o mesmo que um único acórdão global contra cada cliente.

A fuga mudou a lei?

Acelerou projetos de beneficiário efetivo e de transparência fiscal já em curso na UE e na OCDE. Os estatutos nacionais variam. O legalImpact neste atlas é alto porque registros e inquéritos se moveram, não porque um tratado se tenha chamado «Panamá».

2016Panamá / globalmixed

A chegada da fuga a um jornal é uma data privada. A história pública começa em 3 de abril de 2016.

As datas de tribunal nacionais abaixo são exemplos, não um dossiê mundial completo.

Linha do tempo

janeirofevereiromarçoabrilmaiojunhojulhoagostosetembrooutubronovembrodezembro

Linha do tempo de provas
2014–152015–163 Apr 2016Apr 2016Apr 20162016–1728 Jul 2017201720182017–21
  1. Ficheiros chegam ao Süddeutsche

    Uma fonte que se chama John Doe entrega um cache massivo da Mossack Fonseca a repórteres alemães, que trazem o ICIJ.

  2. Reportagem em consórcio

    Mais de cem redações trabalham sob embargo a partir de um arquivo partilhado, cruzando nomes com a política local e com dossiês fiscais.

  3. Publicação global

    O ICIJ e os parceiros publicam a primeira vaga. 11,5 milhões de ficheiros e uma cifra de escala de 2,6 TB entram no vocabulário público.

  4. Renúncia na Islândia

    O primeiro-ministro Sigmundur Davíð Gunnlaugsson renuncia após protestos e um confronto televisionado sobre uma sociedade offshore.

  5. Perguntas a Cameron

    David Cameron enfrenta perguntas britânicas sobre interesses offshore do pai falecido. Publica resumos fiscais sob pressão.

  6. Inquéritos nacionais

    Agências fiscais e procuradores em vários países abrem dossiês. Os resultados vão de multas a silêncio.

  7. Sharif inabilitado

    O Supremo do Paquistão inabilita Nawaz Sharif num caso que cresceu dos Papers — o aftershock de tribunal mais duro numa grande democracia.

  8. Pulitzer para o ICIJ

    A reportagem explicativa do consórcio ganha um Pulitzer. O evento jornalístico é canonizado.

  9. Mossack Fonseca encerra

    A firma fecha. Os fundadores continuam a negar criminalidade. O encerramento não é um veredito global de clientes.

  10. Fugas posteriores do ICIJ

    Paradise Papers e Pandora Papers reutilizam o método. O Panamá permanece o nome que os falantes de português recordam primeiro.

Afirmação contra linha do tempo

Cada afirmação de registro público deste dossiê fica ao lado do capítulo de cronologia já nesta página.

Enciclopédia de registro público. Não é aconselhamento jurídico, nem um como-fazer, nem um ficheiro privado.

Afirmação Cada nome nos Papers é um criminoso.

Batida da cronologia 2014–15 — Ficheiros chegam ao Süddeutsche

Muitas estruturas offshore são legais. Os ficheiros mostram o uso de uma firma. Os tribunais decidem as infracções.

Afirmação A fuga foi uma operação de inteligência dos EUA.

Batida da cronologia 2015–16 — Reportagem em consórcio

Nenhum registro público estabelece isso. O caminho conhecido é John Doe ao Süddeutsche ao ICIJ. Estados rivais alegaram complots; não substituíram esse caminho.

Afirmação A Mossack Fonseca era a única firma offshore do mundo.

Batida da cronologia 3 Apr 2016 — Publicação global

Era uma grande. Fugas posteriores nomearam outros intermediários. O Panamá é um capítulo, não a indústria inteira.

Afirmação Um filme é o registro.

Batida da cronologia Apr 2016 — Renúncia na Islândia

The Laundromat é drama. As histórias do ICIJ e os inquéritos oficiais são o dossiê.

Abrir mitos do depois →

Marcas de peso das batidas

Marque cada batida da cronologia já neste dossiê como sustentada, contestada ou desconhecida, com as afirmações de registro público já arquivadas. Não é um veredicto.

Marcas editoriais só neste aparelho. Enciclopédia de registro público — não é aconselhamento jurídico, nem um como-fazer, nem um ficheiro privado.

Batida da cronologiaSustentada / Contestada / Desconhecida
2014–15 — Ficheiros chegam ao Süddeutsche

Afirmação já no ficheiro: Cada nome nos Papers é um criminoso.

2015–16 — Reportagem em consórcio

Afirmação já no ficheiro: A fuga foi uma operação de inteligência dos EUA.

3 Apr 2016 — Publicação global

Afirmação já no ficheiro: A Mossack Fonseca era a única firma offshore do mundo.

Apr 2016 — Renúncia na Islândia

Afirmação já no ficheiro: Um filme é o registro.

Apr 2016 — Perguntas a Cameron

Afirmação já no ficheiro: Um filme é o registro.

2016–17 — Inquéritos nacionais

Afirmação já no ficheiro: Um filme é o registro.

28 Jul 2017 — Sharif inabilitado

Afirmação já no ficheiro: Um filme é o registro.

2017 — Pulitzer para o ICIJ

Afirmação já no ficheiro: Um filme é o registro.

2018 — Mossack Fonseca encerra

Afirmação já no ficheiro: Um filme é o registro.

2017–21 — Fugas posteriores do ICIJ

Afirmação já no ficheiro: Um filme é o registro.

Após 2016 a cronologia é restos nacionais e fugas-sequela, não um julgamento mundial.

Enciclopédia de registro público. Não é aconselhamento jurídico. Não é um como-fazer. Sem detalhe gráfico. Guerras ficam em outro atlas.

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