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🖼️ Roubos · Convicted

roubo da Mona Lisa de 1911

Em 21 de agosto de 1911 a Mona Lisa saiu do Louvre. Vincenzo Peruggia foi apanhado em Florença em dezembro de 1913; o retrato voltou a Paris em janeiro de 1914 e tornou-se uma celebridade global.

Also called: Vincenzo Peruggia · Louvre 1911

Vincenzo Peruggia, o trabalhador do Louvre condenado por levar a Mona Lisa em 1911
Unknown author Unknown author · Public domain · Wikimedia Commons

Na segunda-feira 21 de agosto de 1911, o retrato de Leonardo da Vinci conhecido em francês como La Joconde e em português como a Mona Lisa foi levado do Salon Carré do Musée du Louvre em Paris. O pessoal notou a parede vazia em 22 de agosto. A polícia de Paris e a segurança do próprio Louvre tornaram-se uma história de imprensa europeia dentro de um dia. Guillaume Apollinaire foi preso e libertado; Pablo Picasso foi interrogado. Nenhum dos dois era o ladrão.

Em novembro–dezembro de 1913 um homem que usava o nome Leonardo Vincenzo contactou o dealer florentino Alfredo Geri e o diretor dos Uffizi Giovanni Poggi, oferecendo a pintura. Peruggia, um antigo vidraceiro e faz-tudo do Louvre, de nascimento italiano, foi preso em Florença. O retrato foi autenticado, mostrado brevemente em Itália e devolvido ao Louvre em janeiro de 1914. Um tribunal de Florença condenou Peruggia; a pena foi curta, e ele citou uma pretensão patriótica de que a obra deveria estar em Itália.

O caso está condenado e o objeto está de volta. O que o furto mudou foi a fama. Uma pintura já respeitada por especialistas tornou-se, após dois anos de reproduções «PROCURADA» nos jornais, o retrato mais reconhecido da Terra. Esta página regista a perda, a recuperação em Florença e o tribunal. Não reconstrói como um trabalhador saiu de um palácio com um painel.

Data do furto21 ago 1911
MuseuLouvre, Paris
AchadaFlorença, dez 1913
DevolvidaLouvre, jan 1914
CondenadoVincenzo Peruggia
EstadoCondenado

Dossier scores

921550804090
  • Notoriety 92
  • Mystery 15
  • Scale 50
  • Evidence 80
  • Legal impact 40
  • Culture 90
Notoriety
92
Mystery
15
Scale
50
Evidence
80
Legal impact
40
Culture
90

Um painel em falta que fez uma celebridade

O furto de 1911 é o caso-tipo de um crime de arte cujo afterlife cultural anão o jurídico: um homem condenado, uma pintura devolvida, um ícone global nascido no espaço vazio.

O que saiu do Salon Carré

O objeto é um retrato em painel de choupo pintado por Leonardo no início do século XVI, já na coleção real e depois nacional francesa. Em 1911 era importante; ainda não era uma imagem de peregrinação. A parede vazia, fotografada e descrita no Le Petit Parisien e em cabos estrangeiros, fez mais pela sua fama do que qualquer catálogo de salão.

Durante vinte e oito meses o Louvre pendurou um vazio. Listas de suspeitos vaguearam por artistas modernos e por pessoal do Louvre. A pintura em si esteve no alojamento parisiense de Peruggia durante grande parte desse tempo, um facto estabelecido após a prisão em Florença — um esconderijo, não uma lição.

Apollinaire, Picasso e um pânico de imprensa

Apollinaire tinha possuído outrora estatuetas ibéricas roubadas do Louvre por Géry Pieret. A polícia prendeu o poeta em setembro de 1911. Picasso foi levado. Ambos foram ilibados da Mona Lisa. O episódio faz parte do registro público e é um aviso sobre redes de arrasto de celebridades.

A Prefeitura de Paris e a vigia subdimensionada do Louvre tornaram-se um embaraço político da Terceira República. Jornais ingleses e americanos, glosados em português, trataram a perda como prova de que o Velho Mundo não sabia guardar as suas obras-primas. Esse tom inverteu-se em 1914 quando o painel voltou a casa.

Florença, dezembro de 1913

A carta de Alfredo Geri aos Uffizi, o exame do painel por Poggi e a prisão de Peruggia fecharam a pergunta do quem. Multidões italianas viram o quadro antes de ele regressar. O motivo patriótico que Peruggia ofereceu — que Napoleão tinha saqueado arte italiana — não coincidia com a proveniência francesa real da pintura após os últimos anos do próprio Leonardo em França, mas correu bem em alguns jornais italianos.

O tribunal de Florença condenou-o e deu uma pena curta, depois reduzida. Não foi tratado como um cérebro internacional. O Louvre apertou regras de pessoal. Nenhum famoso «Mona Lisa Act» se seguiu; o impacto jurídico é modesto, o cultural não.

A fama como o verdadeiro lote

Reproduções em postal, jornal e depois filme fizeram do sorriso uma imagem de massas. Os visitantes após 1914 vinham ver a pintura que tinha sido roubada. O L.H.O.O.Q. de Duchamp (1919) e um século de riffs publicitários assumem que toda a gente já conhece o rosto.

Comparado com o Gardner, este dossiê tem um objeto recuperado e um condenado nomeado. Comparado com o Grande Roubo do Trem, o valor em numerário em 1911 não era o ponto: o painel já era invendável num mercado aberto. O score de escala neste atlas é sobre uma só obra, não uma câmara de pedras.

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Perguntas frequentes

Quando foi roubada a Mona Lisa?
Em 21 de agosto de 1911, do Salon Carré do Louvre em Paris. A parede vazia foi notada em 22 de agosto. A pintura esteve em falta durante vinte e oito meses.
Quem a levou?
Vincenzo Peruggia, um antigo vidraceiro e faz-tudo do Louvre, nascido em Itália. Foi preso em Florença em dezembro de 1913 após oferecer o painel através do dealer Alfredo Geri. Um tribunal de Florença condenou-o.
Quando a pintura regressou?
Foi autenticada em Florença em dezembro de 1913, mostrada brevemente em Itália e devolvida ao Louvre em janeiro de 1914. Permaneceu desde então na coleção nacional francesa, agora na Salle des États.
Picasso e Apollinaire estiveram envolvidos?
Não. Apollinaire foi preso por causa de um furto anterior e separado de pequenas esculturas ibéricas do Louvre por um conhecido. Picasso foi interrogado. Ambos foram ilibados da Mona Lisa. O episódio é uma pista falsa documentada.
Por que Peruggia disse que a levou?
Ofereceu uma história patriótica: que a obra pertencia a Itália. Leonardo tinha levado o retrato a França ele próprio, e ele estava há muito na coleção real francesa. O tribunal tratou um discurso de motivo como um discurso de motivo, não como título sobre o painel.
O furto tornou a Mona Lisa famosa?
Tornou o rosto universalmente famoso. Os especialistas já classificavam o retrato no alto. Dois anos de reproduções de jornal e um regresso triunfal em 1914 criaram o quadro de peregrinação moderno.
O caso está sem solução?
Não. O estado é convicted. O objeto foi recuperado. Argumentos restantes são sobre a ajuda exata de Peruggia, se alguma, e sobre quanto a imprensa inflou lendas posteriores — não sobre quem levou o painel.
Mais alguém foi condenado?
Peruggia é o ladrão condenado no registro público. Rumores posteriores de um complot mais amplo não substituíram o acórdão de Florença por um segundo banco de cérebros.

Enciclopédia de registro público. Não é aconselhamento jurídico nem tutorial. Guerras ficam noutro atlas.

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