Como aconteceu
Katie Ledecky tinha 19 anos e já havia vencido os 200m e 400m livre e o revezamento 4x200m no Rio. Na final dos 800m livres, ela liderou nos primeiros 50 metros e, durante quase 15 minutos depois, ninguém a viu. Seu ritmo quase não mudou. O método de Ledecky não era avançar cedo e aguentar, mas manter um ritmo do início ao fim que ninguém mais conseguiria sustentar. Ela quebrou seu próprio recorde mundial novamente, terminando em 8m04s79. O britânico Jazz Carlin ficou com a prata com 8m16s17 e o húngaro Boglarka Kapas com o bronze com 8m16s37. A margem de vitória foi de 11,38 segundos, perto de 20 metros de mar aberto. No Rio, Ledecky conquistou quatro ouros e uma prata na geral, além de estabelecer o recorde mundial de 3m56s46 nos 400m livres. Ninguém, exceto a própria Ledecky, chegou perto dessa marca de 800 metros nos nove anos seguintes.
Por que ainda importa
Esta corrida mostra que o domínio na natação não assume apenas a forma de uma finalização no centésimo de segundo. Ledecky venceu os 800m livres em quatro Jogos consecutivos no Rio, Tóquio e Paris, um recorde que nenhum evento de natação jamais havia visto. A linha de base para a natação de longa distância feminina foi redesenhada esta noite, e todos os nadadores de média e longa distância desde então criaram seu próprio ritmo contra a folha dividida de Ledecky.