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⛷️Regras e jogo

Esqui Alpino · Duas descidas, uma montanha, centésimos de segundo — o único esporte em que o atleta é o objeto mais rápido do campo de jogo.

A regra tem uma única frase: ir do bastão de largada ao feixe de chegada mais rápido que todo mundo, passando corretamente por cada porta no caminho. Todo o resto no Regulamento Internacional de Competições da FIS existe para tornar essa disputa justa e sobrevivível — a distância permitida entre as portas, o comprimento e a curvatura permitidos dos esquis, a permeabilidade exigida do macacão de corrida, como é feito o sorteio da ordem de largada e o que acontece quando um competidor perde um bastão.

O esqui alpino é disputado em quatro modalidades, separadas pelo desnível do percurso, pelo espaçamento entre as portas e, portanto, pela velocidade. Slalom e slalom gigante são as provas técnicas e são decididas em duas descidas no mesmo dia, com os tempos somados. Super-G e downhill são as provas de velocidade, decididas em uma única descida, sendo que o downhill é o único que exige treinos oficiais antes que qualquer um possa competir. Formatos combinados somam uma descida de velocidade e uma de slalom; provas paralelas colocam dois competidores lado a lado em percursos espelhados.

Pontuação num relance

tempo total mais rápidoVencedor
1/100 de segundoPrecisão da cronometragem
100 para o vencedor, decrescendo até 1 para o 30º colocadoPontos da Copa do Mundo
duas descidas, tempos somadosProvas técnicas
uma descidaProvas de velocidade
Globo de Cristal (geral) mais um globo pequeno por modalidadeTroféu da temporada

Regras básicas

Slalom

A modalidade mais curta e mais técnica, disputada em um desnível de aproximadamente 180 a 220 metros para os homens e 140 a 200 para as mulheres. O número de mudanças de direção é fixado entre 30 e 35 por cento do desnível em metros, gerando percursos de cerca de 55 a 75 portas que um competidor completa em 50 a 60 segundos. Bastões únicos, e não painéis duplos, marcam as curvas, e os competidores os derrubam com as mãos, canelas e ombros. O comprimento mínimo do esqui é 165 centímetros para os homens e 155 para as mulheres.

Slalom gigante

A modalidade que a maioria dos treinadores considera o teste mais puro de técnica, disputada em 300 a 450 metros de desnível, com mudanças de direção fixadas entre 11 e 15 por cento desse desnível — tipicamente 45 a 65 portas, cada uma marcada por dois painéis. As curvas são longas e carregadas, gerando forças de várias vezes o peso corporal através do esqui externo. A FIS exige comprimento mínimo de esqui de 193 centímetros para os homens e 188 para as mulheres, com raio mínimo de curvatura de 30 metros, valor elevado para 35 metros em 2012 e reduzido novamente em 2016 depois que os competidores reclamaram que os esquis ficavam mais difíceis de controlar.

Super-G

Abreviação de super slalom gigante, introduzido na Copa do Mundo em 1982 e nos Jogos Olímpicos em 1988 como uma ponte entre o slalom gigante e o downhill. O desnível vai de 400 a 650 metros para os homens e 400 a 600 para as mulheres, com um mínimo de cerca de 35 mudanças de direção para os homens e 30 para as mulheres, espaçadas por pelo menos 25 metros. Fundamentalmente, não há treinos oficiais: os competidores inspecionam a pé, memorizam a sequência e então a esquiam em velocidade máxima uma única vez. Isso faz do super-G a modalidade em que a arte da inspeção e o nervo importam mais.

Downhill

A prova mais nobre do esporte, com 800 a 1.100 metros de desnível para os homens e 450 a 800 para as mulheres, portas de pelo menos oito metros de largura usadas principalmente para controlar a velocidade e direcionar os competidores para linhas seguras, e descidas que duram de 90 segundos a bem mais de dois minutos. O downhill é a única modalidade com treino oficial obrigatório, normalmente três descidas nos dias anteriores à prova, durante as quais os tempos são registrados mas não contam para nada. Os esquis devem ter no mínimo 218 centímetros para os homens, com raio mínimo de 50 metros, o que os torna quase impossíveis de virar em baixa velocidade.

O formato de duas descidas

Slalom e slalom gigante são decididos pela soma de duas descidas em percursos traçados separadamente, geralmente com poucas horas de diferença na mesma pista. Quem não termina ou é desqualificado na primeira descida está fora. Na segunda descida, os 30 primeiros largam em ordem inversa — quem está em 30º larga primeiro e o líder da primeira descida larga por último, uma regra conhecida como a inversão, que dá aos líderes a pista mais desgastada e frequentemente reverte grandes vantagens. Todos os demais classificados largam na ordem da primeira descida, atrás deles.

Traçado e inspeção do percurso

Cada descida é traçada por um único treinador, sorteado entre as nações participantes, que planta cada porta pessoalmente e assina o resultado; os traçadores variam deliberadamente o ritmo, escondem portas em ondulações do terreno e colocam armadilhas nos trechos mais íngremes. Os competidores então inspecionam de esqui em baixa velocidade, deslizando lateralmente ao lado da linha, autorizados a olhar mas nunca a esquiar o percurso. Batedores testam cada descida antes do primeiro dorsal. No downhill e no super-G, a inspeção costuma ser a única chance de ler o terreno antes de se comprometer a plena velocidade.

Ordem de largada e números de dorsal

Como um percurso se deteriora à medida que é esquiado, o sorteio é uma arma competitiva. Nas provas técnicas da Copa do Mundo, os principais competidores da lista de largada da modalidade sorteiam entre si os dorsais mais baixos, o grupo seguinte larga em ordem de classificação, e todos os demais seguem por ranking, de modo que os melhores competidores recebem a neve mais uniforme. Assim que surgem sulcos no slalom, os dorsais mais tardios enfrentam um percurso visivelmente diferente. Nas provas de velocidade, a mudança de luz e vento pode importar mais que a superfície, motivo pelo qual as provas são adiadas ou interrompidas quando as condições mudam.

Regulamentação de equipamento

A FIS especifica comprimento mínimo de esqui e raio de curvatura por modalidade, altura máxima da sola da bota, altura total máxima entre a neve e o pé, e permeabilidade mínima ao ar de 30 litros por metro quadrado por segundo para os macacões de corrida, uma regra criada para impedir equipes de competir com plásticos praticamente herméticos. Capacetes são obrigatórios em todas as modalidades, com um padrão de casco mais rígido nas provas de velocidade, e protetores dorsais são exigidos. O equipamento é verificado na largada e novamente na área de chegada, e uma violação custa o resultado inteiro.

Faltas e penalidades

Perder uma porta

A desqualificação mais comum do esporte. As pontas dos dois esquis e os dois pés precisam passar pela linha imaginária entre os dois bastões de uma porta. Um competidor que se abre — passando um esqui de cada lado de um bastão de virada — ou que contorna um painel por fora é eliminado, não importa quão rápida tenha sido a descida. Juízes de vídeo revisam os casos limítrofes, e o quadro de resultados frequentemente mostra DSQ ao lado de um tempo que teria vencido, motivo pelo qual os treinadores na chegada olham para as bandeiras antes do relógio.

Voltar para trás e perda de equipamento

Um competidor que perde uma porta pode subir de volta e reentrar corretamente, e a descida é validada, embora os segundos perdidos normalmente acabem com qualquer chance de resultado. Se um esqui solta, o competidor pode continuar com um esqui só, mas ainda precisa passar por todas as portas restantes; na prática, perder um esqui a 120 km/h encerra a descida. Um competidor precisa cruzar a linha de chegada com pelo menos um pé ou, tendo caído, romper o feixe de cronometragem com o corpo para que um tempo seja registrado.

Violações de equipamento e macacão

Esquis mais curtos que o mínimo, raio de curvatura abaixo do limite, solas de bota ou fixações acima da altura permitida, ou um macacão que não passa no teste de permeabilidade de 30 litros trazem desqualificação imediata. Os macacões são testados antes das provas e verificados por amostragem depois, às vezes cortando um pedaço do tecido. Como poucos milésimos de vantagem aerodinâmica importam ao longo de dois minutos de downhill, as regras de macacão são fiscalizadas com uma intensidade que surpreende quem é novo no esporte.

Faltas de largada e interferência

Um competidor precisa largar dentro da janela permitida após a contagem regressiva; sair antes rompe o bastão e anula a largada, enquanto uma largada atrasada é penalizada ou desqualificada. Interferência causada por algo fora do controle do competidor — um espectador no percurso, uma porta solta, uma moto de neve, um animal — dá direito a uma nova tentativa, sinalizada por uma bandeira amarela que interrompe a descida. Os árbitros precisam se convencer de que a interferência de fato custou tempo antes de concedê-la.

Conduta antidesportiva e antidoping

Pular os treinos oficiais obrigatórios de downhill sem liberação médica, recusar-se a largar após se classificar para uma final, ignorar instrução do júri ou danificar o percurso durante a inspeção geram sanções que vão de multas à remoção da lista de largada. A FIS opera sob o Código Mundial Antidoping, com testes dentro e fora de competição; o esqui alpino teve muito menos casos de doping que os esportes de neve de resistência, mas o monitoramento por passaporte biológico se aplica a toda a federação.

Formato de jogo

Uma temporada da Copa do Mundo vai de fins de outubro, tradicionalmente aberta na geleira Rettenbach em Solden, até as finais da Copa do Mundo em março, abrangendo cerca de quarenta provas masculinas e quarenta femininas pela Europa e América do Norte. Pontos são atribuídos aos 30 primeiros colocados em uma escala fixa — 100, 80, 60, 50, 45, 40 e decrescendo até 1 — com o maior total da temporada vencendo o Globo de Cristal geral e o melhor total em cada modalidade vencendo um globo pequeno. Apenas os 25 melhores de cada modalidade se classificam para as finais, onde os pontos são atribuídos apenas aos 15 primeiros.

Os formatos de campeonato diferem. Os Jogos Olímpicos de Inverno e o Campeonato Mundial de Esqui Alpino da FIS, bienal, são provas de tentativa única: sem soma, sem vantagem de cabeça de chave carregada de antes, e um slalom em neve desconhecida pode desfazer toda uma temporada de domínio. Ambos os programas incluem as quatro modalidades individuais mais uma prova combinada e uma competição de equipes mistas em formato paralelo, que coloca quartetos nacionais em duelos eliminatórios cabeça a cabeça em percursos gêmeos. Os resultados dos campeonatos não contam pontos para a Copa do Mundo, motivo pelo qual um competidor pode terminar uma temporada como campeão mundial e perder o globo para um rival que nunca ganhou um título.

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