Como aconteceu
Foi a primeira vez que o handebol indoor com sete se disputou como esporte olímpico oficial. Dezesseis equipes se dividiram em quatro grupos para uma fase preliminar antes de uma fase principal decidir as colocações finais, e na final de 10 de setembro na Olympiahalle de Munique a Iugoslávia venceu a Tchecoslováquia por 21-16. A Iugoslávia era treinada pelo croata Vlado Stenzel, que seis anos depois comandaria a Alemanha Ocidental e ganharia um segundo título, derrotando a União Soviética por 20-19 na final do Mundial de Copenhague de 1978. A Romênia ficou com o bronze, a Alemanha Oriental terminou em quarto e a União Soviética em quinto, enquanto a anfitriã Alemanha Ocidental acabou em sexto. O placar parece baixo para os padrões atuais: os dois finalistas somaram 37 gols, um pouco mais da metade do que um jogo masculino de elite produz nos anos 2020. Na época não existiam a contagem de jogo passivo, o saque imediato nem a regra do sétimo atacante, e uma única posse durava rotineiramente bem mais do que hoje.
Por que ainda importa
Tornar-se esporte olímpico significou que federações nacionais de toda a Europa receberam de uma vez orçamentos governamentais, e o efeito foi imediato. O onze outdoor, que sustentara o Mundial até 1966, sumiu do nível máximo em uma década, e os países passaram a investir em ginásios e ligas indoor. Sem essa decisão, a quadra atual de 40×20 metros, a Bundesliga e a Champions League não existiriam em nada parecido com a forma atual.