Os torneios medievais eram um circuito profissional: os cavaleiros viajavam entre os eventos e os vencedores levavam cavalos, armaduras e resgates daqueles que desmontavam. William Marshal, mais tarde regente da Inglaterra, construiu sua fortuna inicial dessa maneira – sua biografia afirma que quinhentos cavaleiros foram capturados. A pólvora tornou a cavalaria pesada obsoleta, e depois que o rei Henrique II da França foi mortalmente perfurado pela viseira em uma justa em Paris em 1559, o próprio esporte caiu na cerimônia e na extinção.
Cavaleiro do torneio já não existe como ofício vivo. Eis o que o apagou, e que profissão assumiu o trabalho.
Patronos, prêmios e campeões de feiras
O esporte pago sobreviveu ao fim das Olimpíadas de forma dispersa. Os cavaleiros de torneios medievais viviam de resgates e prêmios em dinheiro - dizia-se que William Marshal havia capturado quinhentos cavaleiros em sua carreira. As quadras Tudor mantinham verdadeiros mestres do tênis assalariados; os profissionais ingleses do críquete do século XVIII jogavam nas apostas dos patronos aristocráticos; lutadores de boxe como James Figg, celebrado como o primeiro campeão de boxe da Inglaterra em 1719, atraíram grandes multidões. A sociedade respeitável apreciava o espetáculo enquanto classificava os artistas pouco acima dos vagabundos.
Onde esse trabalho vive agora
O corpo como carreira: dos vencedores coroados de Olympia às estrelas globais de hoje, uma profissão curta, brutal e em que o vencedor leva a maior parte, assistida por milhares de milhões.
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