Depois do Tratado de Nanquim ter aberto os portos da China, as casas comerciais estrangeiras contrataram comerciantes-gestores chineses - compradores - para gerirem as suas compras, vendas e pessoal local, abrangendo dois mundos comerciais mediante comissão. Alguns, como o comerciante-reformador Zheng Guanying, tornaram-se industriais e figuras públicas por direito próprio. O papel, durante muito tempo considerado um símbolo do controlo económico estrangeiro, foi abolido imediatamente após a vitória comunista de 1949.
Comprador já não existe como ofício vivo. Eis o que o apagou, e que profissão assumiu o trabalho.
Ações conjuntas e o fundador industrial
A Companhia Holandesa das Índias Orientais de 1602 provou que estranhos reuniriam capital numa empresa permanente de negociação de ações - e a Bolha dos Mares do Sul de 1720 provou o quão mal poderia ir, congelando a formação de empresas inglesas durante um século sob a Lei da Bolha. Os empresários industriais - Wedgwood na cerâmica, Arkwright no algodão, Boulton e Watt no vapor - construíram o sistema fabril de qualquer maneira, e a Lei de Responsabilidade Limitada da Grã-Bretanha de 1855 permitiu finalmente que os investidores comuns arriscassem apenas aquilo que investiam.
O que mais se passava então
As tabuinhas de Kültepe registam casas comerciais Assur que dirigem caravanas de estanho e têxteis para a Anatólia, financiadas pelo naruqqum – um fundo de longo prazo que reúne o ouro de vários investidores nos empreendimentos de um comerciante viajante por uma parte contratada dos lucros. É o primeiro comércio privado ricamente documentado em qualquer lugar, completo com inadimplências e ações judiciais.
Na Teoria do Desenvolvimento Económico, o economista austríaco Joseph Schumpeter coloca o empreendedor no centro do capitalismo como o portador de “novas combinações” – novos produtos, métodos e mercados que substituem os antigos. Sua frase de 1942 para o processo, “destruição criativa”, torna-se a ideia definidora da profissão.
O professor da Harvard Business School, Georges Doriot, funda a American Research and Development Corporation em Boston, a primeira empresa de capital de risco institucional, angariando dinheiro de seguradoras e universidades para apoiar empresas não testadas. Sua participação de US$ 70 mil na Digital Equipment Corporation em 1957 é multiplicada por vários milhares de vezes – a prova fundamental da indústria de que um acerto compensa cada erro.
Oito jovens pesquisadores saem do laboratório de semicondutores do ganhador do Nobel William Shockley e, com financiamento obtido por Arthur Rock do industrial Sherman Fairchild, encontram a Fairchild Semiconductor em Mountain View, Califórnia. Seus derivados posteriores – Intel, AMD, Kleiner Perkins entre eles – semearam toda a genealogia de deserção e fundação do Vale do Silício.
Onde esse trabalho vive agora
A pessoa que inicia a empresa – identificando a lacuna, assumindo o risco e respondendo pela folha de pagamento, desde financiadores de caravanas assírios até fundadores apoiados por capital de risco.
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