Johan Cruyff
Franz Beckenbauer
Estatística por estatística
As barras são proporcionais ao líder desta lista.
O veredicto
Johan Cruyff lidera 1 de 2 categorias. Nosso ranking de todos os tempos coloca Johan Cruyff em nº 5 e Franz Beckenbauer em nº 6.
O caso de Johan Cruyff
O futebolista mais influente que já existiu, e um jogador top 5 antes mesmo de contar a influência. Cruyff venceu três Bolas de Ouro (1971, 1973, 1974) e levou o Ajax a três Copas dos Campeões seguidas, de 1971 a 1973, como o maestro em campo do Futebol Total, depois carregou a ideia para o Barcelona — encerrando o jejum de 14 anos sem título em 1974 — e para a Copa do Mundo de 1974, onde sua atuação de Bola de Ouro e o giro Cruyff contra a Suécia sobreviveram à derrota na final. Marcou mais de 290 gols em campeonatos e 33 em 48 jogos pela Holanda, mas os gols subestimam um jogador cujo gênio era espacial: ele comandava as posições dos dez companheiros enquanto jogava. Seu segundo ato resolveu o argumento sobre influência — como técnico do Barcelona, venceu quatro títulos seguidos e a primeira Copa dos Campeões do clube (1992), construiu o Dream Team, defendeu La Masia e criou a linhagem que passa por Guardiola até o jogo posicional moderno. A maioria dos grandes jogadores domina o jogo; Cruyff o redesenhou.
O caso de Franz Beckenbauer
O maior defensor de todos os tempos, ranqueado aqui porque inventou a posição que dominou. Beckenbauer pegou a função de líbero — até então um trabalho puramente destrutivo — e a transformou no líbero ofensivo, avançando da defesa para se tornar um meio-campista extra, um conceito que ecoa em todo zagueiro construtor moderno e todo lateral que se inverte para o meio-campo. As honrarias são impressionantes: campeão europeu com a Alemanha Ocidental em 1972 (uma equipe frequentemente considerada a melhor seleção europeia de sua era), capitão campeão mundial em 1974, três Copas dos Campeões seguidas com o Bayern de Munique de 1974 a 1976, e o único defensor com duas Bolas de Ouro (1972, 1976). Depois comandou a Alemanha Ocidental à Copa do Mundo de 1990, entrando para o pequeno clube de homens que a venceram como jogador e técnico, junto com Mário Zagallo (e mais tarde Didier Deschamps). Em 103 partidas pela seleção, combinou elegância com gestão implacável do jogo; seu duelo com Cruyff na final de 1974 — pragmatismo contra poesia, 2 a 1 — segue como o grande argumento filosófico do esporte em noventa minutos.