How much status the profession carried in each era, on a 0–100 scale.
Rua Grub (1600-1700)Os canetas alugadas de Londres viviam de panfleto em panfleto nas ruas, cujo nome ainda significa trabalho penoso literário; os governos os licenciaram, tributaram, ridicularizaram e prenderam, e a sociedade educada classificou o redator de notícias em algum lugar abaixo do ator e logo acima do informante.
O repórter da Penny Press (1800)Os jornais de grande circulação criaram o repórter assalariado, mas não a respeitabilidade: o salário era baixo, as assinaturas eram raras e a entrevista em si era amplamente considerada uma vulgar intrusão americana. Os editores tornaram-se ricos e poderosos; as pessoas que preenchiam suas páginas continuavam sendo comerciantes anônimos.
Profissionalização (1900-1960)As escolas de jornalismo de 1908, os códigos de ética, os Prémios Pulitzer de 1917 e o prestígio dos correspondentes de guerra e das vozes de rádio – sobretudo as transmissões Blitz de Murrow – transformaram o hacker num profissional cujo nome o público conhecia e em que cada vez mais acreditava.
O pico Watergate (1960-1980)O Vietname, os Documentos do Pentágono e Watergate retrataram o repórter como um herói democrático; A confiança americana na imprensa atingiu o seu pico registado – 72% no inquérito Gallup de 1976 – e as escolas de jornalismo transbordaram de candidatos que queriam ser Woodward ou Bernstein.
A era da desconfiança (1990-presente)Audiências fragmentadas, guerras partidárias nos meios de comunicação, despedimentos em massa e o grito armado das “notícias falsas” arrastaram a confiança para mínimos históricos – em 2024, apenas 31% dos americanos disseram à Gallup que confiavam nos meios de comunicação social – mesmo quando as principais marcas de investigação mantiveram uma influência real, por vezes destruidora do governo.