1939: Amelia Earhart
Na hemeroteca pede-se o volume pelo ano, e quem atende abre o índice antes do título de opinião. Amelia Earhart está em 1939 sob «Morte jurídica», número 5 nessa página. A ficha não admite o título do filme posterior. O seminário fica com estas três peças. Um achado colonial depois perdido. Medições sobreviventes foram reanalisadas quanto a sexo e estatura sem uma cadeia que possa identificar Earhart.
O desaparecimento de Earhart é uma falha de navegação e de comunicações à vista do público: uma piloto famosa, uma ilha fina, um cutter que podia ouvir uma voz e não conseguiu trazer o avião. A ilha Howland tinha uma pista nova construída para o voo. A tarefa do Itasca era falar Earhart até à pista e tomar rumos de rádio. O Electra de Earhart usava frequências e uma antena de arrasto que, na manhã de 2 de julho, não deram ao cutter um enlace fiável de dois sentidos. Os diários do Itasca — depois publicados e muito analisados — mostram-na a relatar combustível de meia hora e depois mais baixo, a pedir rumos e, por fim, a dizer que estava na linha solar 157–337 e a correr a norte e a sul.
Uma linha solar é uma faixa, não um ponto. Se Howland foi falhada, a mesma linha corre também rumo às ilhas Fénix. Essa geometria é a razão pela qual investigadores posteriores puderam argumentar tanto um amaragem perto de Howland como um voo continuado para sudeste. Por si só, não é um local de destroço. A navegação celeste de Noonan era a correção prevista; o rádio era a confirmação prevista. Ambos falharam em público.
A Marinha dos Estados Unidos, incluindo o couraçado Colorado e depois o porta-aviões Lexington, e a Guarda Costeira vasculharam milhares de milhas quadradas. Relatos de recifes e de foguetes foram seguidos e não confirmados como destroço do Electra. George Palmer Putnam, marido e publicitário de Earhart, pressionou oficiais e a imprensa. Em janeiro de 1939 um tribunal da Califórnia declarou-a morta para que espólios e contratos pudessem fechar.
Sem «Morte jurídica» nem 5, a ficha de Amelia Earhart em 1939 volta ao balcão.1939
Números que ficam
- Ano do volume
- 1939
- Número fixado
- 5
- Caso
- Amelia Earhart
- Linha pública
- Morte jurídica