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Aviso do clube

Curling em 38

O Grand Caledonian Curling Club, fundado em Edimburgo em 1838 e agraciado com o patrocínio real cinco anos depois, fez pelo curling o que a Football Association fez pelo futebol: padronizou a pedra, fixou o comprimento da pista, definiu a casa e tornou um único regulamento a autoridade máxima. Limites de peso surgiram, encerrando a era das enormes channel stones, e a Kays of Scotland começou a cortar pares combinados a partir do granito de Ailsa Craig, uma rocha tão densa e não porosa que continua sendo o material preferido do esporte quase dois séculos depois. O Grand Match, um espetáculo ao ar livre em que centenas de pistas jogavam simultaneamente em um lago congelado, tornou-se a vitrine do jogo. Ao mesmo tempo, os escoceses estavam emigrando em grande número, e levaram o curling com eles. Montreal tinha um clube já em 1807, os Estados Unidos em 1830, e, no fim do século, o jogo estava estabelecido na Suécia, na Suíça, na Noruega e na Nova Zelândia. O curling apareceu nos primeiros Jogos Olímpicos de Inverno, em Chamonix, em 1924, onde a Grã-Bretanha venceu, embora o COI só fosse reconhecer aquelas medalhas como oficiais 82 anos depois. Em 38, Curling fica com «Tempo, ends extras e concessão» e 38. Sem ranking nem reserva. O Brier, lançado em Toronto em 1927, transformou o curling de uma atividade de clube social em uma obsessão nacional. O Canadá tinha algo que a Escócia não tinha: pistas cobertas com gelo artificial, o que significava uma temporada longa e confiável e uma cultura competitiva que ia de clubes de cidade pequena até um campeonato nacional genuinamente implacável. As eliminatórias provinciais alimentavam o Brier, e vencê-lo tornava artesãos comuns famosos. O produto mais importante desse sistema foi a equipe Richardson, de Saskatchewan, quatro parentes liderados pelo skip Ernie Richardson, que venceram o Brier e depois o novo campeonato internacional Scotch Cup em 1959, 1960, 1962 e 1963. Sua entrega deslizada, a disposição de fazer hits em vez de draws e a consistência absoluta estabeleceram o modelo técnico que o resto do mundo passou duas décadas copiando. Técnicos e livros de instrução canadenses, vários escritos pelo próprio Richardson, exportaram esse modelo. Quando a federação internacional foi formada em 1966 por seis nações, já era óbvio quem seria favorito em qualquer evento que organizassem: nos primeiros vinte campeonatos mundiais, o Canadá venceu treze.

O Canadá lidera com 36 masculinos e 19 femininos; Niklas Edin detém o recorde individual, com 8 (2013-2026) O curling parece a coisa mais suave sobre o gelo até você entender o que realmente está sendo pedido. Um jogador se impulsiona a partir de um apoio de borracha chamado hack, solta um bloco de granito polido de 20 quilos antes que sua mão cruze uma linha a dez metros de distância e espera que ele continue deslizando por mais 28 metros e pare a poucos centímetros de um alvo do tamanho de um prato, enquanto dois colegas de equipe esfregam o gelo à sua frente para roubar de volta o último metro. Oito pedras por equipe, dez ends, apenas um time pontuando em cada end. O esporte inteiro é uma negociação entre a física que você não controla totalmente e a geometria que controla.

Suas origens são escocesas e medievais. Uma pedra com a data de 1511 gravada foi retirada de uma lagoa drenada perto de Dunblane, e um tabelião da Abadia de Paisley registrou um desafio no gelo em fevereiro de 1541. Emigrantes escoceses levaram o jogo ao Canadá, onde o Royal Montreal Curling Club, fundado em 1807, é o clube esportivo ativo mais antigo da América do Norte, e o Canadá tem sido o centro de gravidade do esporte desde então. Mas o mapa moderno é genuinamente global. Suécia, Suíça, Escócia, Noruega, Itália e Estados Unidos já conquistaram ouro mundial ou olímpico neste século, e Japão e Coreia do Sul chegaram a finais olímpicas.

A cultura é tão distinta quanto as regras. Os curlistas apitam suas próprias infrações, concedem a derrota quando um jogo está além de qualquer recuperação em vez de jogá-lo até o fim e, tradicionalmente, pagam uma bebida ao adversário depois, um código escrito conhecido como Espírito do Curling e ainda impresso no início do regulamento. Essa cortesia convive com uma precisão feroz: em nível mundial, as equipes são avaliadas pedra por pedra em uma escala percentual, e as melhores atingem mais de 85% durante uma semana inteira. A televisão descobriu tudo isso em 1998, quando o curling se tornou um esporte olímpico pleno, e nunca mais largou o assunto.

O vídeo está no telefone. A regra está nas duas primeiras linhas. Em 38, Curling fica com «Tempo, ends extras e concessão» e 38. Sem ranking nem reserva. 3838

Números que ficam

Ano de referência
38
Número do jogo
38
Desporto
Curling
Linha da regra
Tempo, ends extras e concessão

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