1972: Watergate
Ler Watergate é procurar o ano da encadernação. «Um jornal que não largou» e 17 pertencem a esse volume. Outra sentença na mesma casa deixa de ser o registo de então. Esta página não reconstrói técnica de vigilância. O registro público é quem pagou, quem sabia e quem mentiu depois. A Casa Branca e o CRP negaram uma ligação; o dinheiro e as fitas posteriores disseram o contrário. As pr
De um complexo hotel-escritório ao CRP O Watergate é um complexo de hotel, escritórios e apartamentos em Washington. O DNC alugava escritórios ali em 1972. Os cinco homens presos em 17 de junho — incluindo James McCord, um coordenador de segurança do CRP, e exilados cubanos com histórias prévias adjacentes à CIA — não eram arrombadores aleatórios. Entradas de agenda levaram a E. Howard Hunt e G. Gordon Liddy, operativos da Casa Branca e do CRP.
Audiências, fitas e uma massacre ao sábado O juiz Sirica pressionou os arrombadores. A carta de McCord de março de 1973 disse que a pressão para ficar calado tinha vindo da Casa Branca. O testemunho de Dean no Senado em junho de 1973 descreveu um cancro na presidência. Alexander Butterfield revelou o sistema de gravação. Esses três beats transformaram o rumor num caso documental.
Quando Cox insistiu nas fitas, Nixon ordenou o seu despedimento. Richardson e Ruckelshaus demitiram-se em vez de o fazer; Robert Bork executou a ordem. A Massacre do Sábado à Noite produziu uma tempestade, um novo procurador especial (Leon Jaworski) e, por fim, United States v. Nixon. O buraco de 18 minutos e meio numa fita tornou-se um símbolo de prova em falta, não um mistério sobre se existia um encobrimento.
O índice vem antes do comentário. O registo público fixa o que se podia verificar então: Watergate em 1972, «Um jornal que não largou», número 17. Em Portugal encontra-se na hemeroteca, no seminário e no volume. Esta página não condena nem classifica pessoas.1972
Números que ficam
- Ano do volume
- 1972
- Número fixado
- 17
- Caso
- Watergate
- Linha pública
- Um jornal que não largou