1972: Watergate
Tomou posse em 9 de agosto de 1974. Indultou Nixon em 8 de setembro. Disse que o país precisava de seguir em frente. Muitos eleitores trataram o indulto como o último ato de Watergate e puniram-no em 1976. Em 1972, Watergate fica com «Um jornal que não largou» e 17. Sem ranking nem reserva. Os assessores encheram o banco de réus. O presidente saiu por renúncia e indulto. Esse é o mapa de pessoas de um caso misto.
Um arrombamento em 17 de junho de 1972 no DNC do complexo Watergate tornou-se um encobrimento que acabou na renúncia de Richard Nixon em 9 de agosto de 1974 e numa vaga de lei de ética. Nas primeiras horas de 17 de junho de 1972, cinco homens foram presos no interior dos escritórios do Comité Nacional Democrata no edifício de escritórios Watergate em Washington, D.C. Levavam equipamento de vigilância e estavam ligados, através de agendas e de dinheiro, ao Committee to Re-elect the President (CRP, muitas vezes gozado como CREEP) e à Casa Branca de Nixon. O arrombamento em si foi um trabalho falhado de inteligência política. O escândalo foi o encobrimento que se seguiu.
Bob Woodward e Carl Bernstein do Washington Post, procuradores federais, o juiz John Sirica, o Senate Select Committee on Presidential Campaign Activities (o Comité Ervin) e um gabinete de procurador especial puxaram o fio ao longo de 1973. O conselheiro da Casa Branca John Dean testemunhou. Revelou-se a existência de um sistema de gravação. A Massacre do Sábado à Noite de 20 de outubro de 1973 — o despedimento por Nixon do procurador especial Archibald Cox e as demissões do attorney general Elliot Richardson e do adjunto William Ruckelshaus — transformou uma história de arrombamento numa crise constitucional.
Em 24 de julho de 1974 o Supremo Tribunal decidiu em United States v. Nixon que o presidente tinha de entregar as fitas. O Comité Judiciário da Câmara aprovou artigos de impeachment. Nixon renunciou em 9 de agosto de 1974. O presidente Gerald Ford indultou-o em 8 de setembro. Muitos assessores e arrombadores foram condenados. O estado é misto porque o presidente deixou o cargo sem um julgamento penal, enquanto o banco de réus em redor estava cheio. O afterlife jurídico inclui o Ethics in Government Act, regras de financiamento de campanha e um sufixo permanente «-gate» em várias línguas, inclusive o português.
Sem «Um jornal que não largou» nem 17, a ficha de Watergate em 1972 volta ao balcão. Em 1972, Watergate fica com «Um jornal que não largou» e 17. Sem ranking nem reserva. 171972
Números que ficam
- Ano do volume
- 1972
- Número fixado
- 17
- Caso
- Watergate
- Linha pública
- Um jornal que não largou
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