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2014: voo MH370

Buscas de superfície e submarinas correram primeiro no mar da China Meridional e no estreito de Malaca e, após o anúncio de 24 de março, numa caixa vasta a oeste da Austrália. O levantamento do fundo liderado pelo ATSB cobriu cerca de 120 mil quilómetros quadrados. Não achou nenhum 777. Um relatório de segurança malaio de 2018 registou os factos conhecidos, as identificações de destroços e a ausência de uma causa. Não nomeou um autor e não fechou o dossiê do pecio. Em 2014, voo MH370 fica com «Anúncio do oceano sul» e 24. Sem ranking nem reserva. O flaperão da Reunião, confirmado por autoridades judiciais francesas em setembro de 2015, e peças posteriores examinadas na Austrália e noutros lugares, provaram que pelo menos parte do 9M-MRO chegou ao Índico ocidental. Estudos de deriva tentaram então calcular para trás uma latitude de impacto. Esses estudos estreitaram argumentos; não substituíram um farol localizador nem uma fotografia do pecio.

O voo 370 da Malaysia Airlines, um Boeing 777-200ER matriculado 9M-MRO, saiu do aeroporto internacional de Kuala Lumpur às 00h41 MYT de 8 de março de 2014 rumo a Pequim-Capital. A bordo iam 227 passageiros e 12 tripulantes. A última rádio de controlo de tráfego da cabine, após uma transferência rotineira rumo a Ho Chi Minh, foi «Good night Malaysian three seven zero». Os retornos de radar secundário cessaram sobre o mar da China Meridional perto do ponto IGARI. O radar primário militar mostrou depois o avião a virar a oeste através da península malaia, depois a noroeste, depois a sul — uma trajetória que os controladores civis não viram em tempo real.

A Inmarsat, a operadora de satélite que ainda recebia sinais horários de handshake da unidade de dados do avião, reconstruiu depois um corredor no sul do oceano Índico. Em 24 de março de 2014 o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, anunciou que o voo tinha acabado nesse oceano sem sobreviventes. A declaração foi um juízo político e técnico a partir da análise de satélite, não um pecio fotografado. O Joint Agency Coordination Centre da Austrália e o Australian Transport Safety Bureau conduziram então uma busca no fundo do mar a oeste da Austrália que terminou em 17 de janeiro de 2017 sem a célula.

Um flaperão direito achado na Reunião em julho de 2015 foi identificado como do 9M-MRO. Outros fragmentos apareceram depois em costas do Índico ocidental. A investigação de segurança do Anexo 13 da Malásia, publicada em 30 de julho de 2018, não pôde determinar quem estava nos comandos após a viragem nem por que o avião deixou a rota. A busca privada da Ocean Infinity em 2018 também falhou em localizar o pecio. O caso permanece sem solução.

O índice vem antes do comentário. Em 2014, voo MH370 fica com «Anúncio do oceano sul» e 24. Sem ranking nem reserva. 242014

Números que ficam

Ano do volume
2014
Número fixado
24
Caso
voo MH370
Linha pública
Anúncio do oceano sul

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