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1861: Mary Celeste

O que sobrevive basta para rejeitar várias ficções e não basta para nomear a razão pela qual o bote foi lançado. Em 1861, Mary Celeste fica com «Lançado como Amazon» e 4. Sem ranking nem reserva. A última entrada na lousa de 25 de novembro de 1872 perto de Santa Maria é o último escrito da companhia de Briggs. Regista tempo e posição, não alarme.

As pessoas tinham partido. Comida e pertences sugeriam que não se tinham arrumado para uma partida longa. O bote em falta é o facto físico central. Seja o que temiam, deixaram um navio que chegou a Gibraltar sob uma tripulação de prémio. Esse desajuste — um navio habitável e um convés vazio — é o mistério que o tribunal não conseguiu fechar.

Frederick Solly-Flood, attorney-general em Gibraltar, tratou o derrelicto como possível crime: motim, homicídio ou um naufrágio encenado para o seguro. Mandou examinar o casco, incluindo cortes na proa que peritos mais tarde julgaram antigos ou ordinários. Suspeitou dos homens do Dei Gratia. O tribunal, reunido no início de 1873, não adotou uma teoria de homicídio. Atribuiu salvamento — uma soma reduzida que ainda reconhecia o risco de Morehouse — e deixou o desaparecimento sem explicação.

O capitão Briggs tinha reputação de comandante cuidadoso e sóbrio. A lista da tripulação nomeava alemães experientes entre os marinheiros. Nada no papel sobrevivente mostra uma desavença documentada. A suspeita de Solly-Flood faz parte do dossiê; não é um achado. Leitores em português encontram por vezes as suas dúvidas como se fossem prova. Não o eram.

O índice vem antes do comentário. Em 1861, Mary Celeste fica com «Lançado como Amazon» e 4. Sem ranking nem reserva. 41861

Números que ficam

Ano do volume
1861
Número fixado
4
Caso
Mary Celeste
Linha pública
Lançado como Amazon

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