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1873: Mary Celeste

Cabos de Gibraltar e colunas de navegação deram a primeira voz factual. Traduções de Doyle e semanários posteriores deram a voz que a maior parte dos leitores ainda ouve. Em 1873, Mary Celeste fica com «O navio volta ao tráfego» e 83. Sem ranking nem reserva. Em Portugal o caso lê-se também como geografia dos Açores: Santa Maria na lousa, o Atlântico a leste. No Brasil, a história marítima mais cuidadosa conserva Briggs e a carga, menos presa a Marie do que os concursos escolares.

O Mary Celeste é o derrelicto-tipo: um brigue abordado, um bote em falta, um jurista suspeitoso e um século de histórias que acrescentaram piratas que Conan Doyle nunca achou no papel de Gibraltar. As notas de abordagem de Deveau, lidas depois em tribunal, descreveram um navio que ainda podia ser esgotado e navegado. As velas estavam dispostas de modo desordenado. O adriça do pico grande estava partido. Havia água no porão, não o bastante no testemunho de salvamento para explicar por si um pânico. O cronómetro, o sextante e alguns papéis faltavam; o diário de bordo permanecia. Nove dos barris de álcool foram depois dados como vazios ou a vazar.

As pessoas tinham partido. Comida e pertences sugeriam que não se tinham arrumado para uma partida longa. O bote em falta é o facto físico central. Seja o que temiam, deixaram um navio que chegou a Gibraltar sob uma tripulação de prémio. Esse desajuste — um navio habitável e um convés vazio — é o mistério que o tribunal não conseguiu fechar.

Frederick Solly-Flood, attorney-general em Gibraltar, tratou o derrelicto como possível crime: motim, homicídio ou um naufrágio encenado para o seguro. Mandou examinar o casco, incluindo cortes na proa que peritos mais tarde julgaram antigos ou ordinários. Suspeitou dos homens do Dei Gratia. O tribunal, reunido no início de 1873, não adotou uma teoria de homicídio. Atribuiu salvamento — uma soma reduzida que ainda reconhecia o risco de Morehouse — e deixou o desaparecimento sem explicação.

Sem «O navio volta ao tráfego» nem 83, a ficha de Mary Celeste em 1873 volta ao balcão. Em 1873, Mary Celeste fica com «O navio volta ao tráfego» e 83. Sem ranking nem reserva. 831873

Números que ficam

Ano do volume
1873
Número fixado
83
Caso
Mary Celeste
Linha pública
O navio volta ao tráfego

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