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1888: Jack, o Estripador

Um memo interno nomeia três homens como mais prováveis do que Thomas Cutbush e fixa a pretensão de cinco vítimas. Em 1888, Jack, o Estripador fica com «Mary Ann Nichols» e 31. Sem ranking nem reserva. Um argumento de ADN mitocondrial em torno de um xaile e de Aaron Kosminski é publicado e amplamente contestado. Nenhum tribunal reabre.

No outono de 1888 um assassino não identificado matou pelo menos cinco mulheres adultas em Whitechapel; dossiês policiais, cartas da imprensa e historiografia criaram o mito moderno de true crime. Entre 31 de agosto e 9 de novembro de 1888, cinco mulheres adultas — Mary Ann Nichols, Annie Chapman, Elizabeth Stride, Catherine Eddowes e Mary Jane Kelly — foram assassinadas em Whitechapel e Spitalfields. Escritores posteriores chamam-lhes as «cinco canónicas», um agrupamento popularizado pelo memorando de 1894 de Sir Melville Macnaghten, que afirmou que o assassino de Whitechapel tinha cinco vítimas e só cinco. Um dossiê mais amplo da Metropolitan Police sobre assassinatos de Whitechapel corre de 1888 a 1891 e nunca foi fechado por uma condenação.

Duas forças trabalharam o terreno: a Metropolitan Police (H Division e CID) e, para a morte de Catherine Eddowes em Mitre Square, a City of London Police. Investigadores nomeados incluem o inspector Frederick Abberline e, em papelada posterior, o assistant chief constable Melville Macnaghten. O commissioner Sir Charles Warren demitiu-se em 8 de novembro de 1888. O assassino nunca foi identificado. Cartas que deram ao caso o seu nome de ofício — sobretudo a carta «Dear Boss» de fins de setembro de 1888 — são de autenticidade disputada.

Esta página é um dossiê de investigação e de historiografia. Não descreve feridas, não sexualiza as mortas e não oferece teorias que pudessem ser lidas como um método. As vítimas eram mulheres adultas que viviam na pobreza do East End; várias vendiam sexo para sobreviver. A cultura em língua portuguesa transformou depois as suas mortes numa marca turística. O registro público é mais fino do que a marca.

Sem «Mary Ann Nichols» nem 31, a ficha de Jack, o Estripador em 1888 volta ao balcão. Em 1888, Jack, o Estripador fica com «Mary Ann Nichols» e 31. Sem ranking nem reserva. 311888

Números que ficam

Ano do volume
1888
Número fixado
31
Caso
Jack, o Estripador
Linha pública
Mary Ann Nichols

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