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Hemeroteca

1919: roubo da Mona Lisa de 1911

Na hemeroteca pede-se o volume pelo ano, e quem atende abre o índice antes do título de opinião. roubo da Mona Lisa de 1911 está em 1919 sob «L.H.O.O.Q. de Duchamp», número 21 nessa página. A ficha não admite o título do filme posterior. O seminário fica com estas três peças. A celebridade de massas do sorriso é o resultado cultural melhor documentado.

Um painel em falta que fez uma celebridade O furto de 1911 é o caso-tipo de um crime de arte cujo afterlife cultural anão o jurídico: um homem condenado, uma pintura devolvida, um ícone global nascido no espaço vazio. O objeto é um retrato em painel de choupo pintado por Leonardo no início do século XVI, já na coleção real e depois nacional francesa. Em 1911 era importante; ainda não era uma imagem de peregrinação. A parede vazia, fotografada e descrita no Le Petit Parisien e em cabos estrangeiros, fez mais pela sua fama do que qualquer catálogo de salão.

Durante vinte e oito meses o Louvre pendurou um vazio. Listas de suspeitos vaguearam por artistas modernos e por pessoal do Louvre. A pintura em si esteve no alojamento parisiense de Peruggia durante grande parte desse tempo, um facto estabelecido após a prisão em Florença — um esconderijo, não uma lição.

Apollinaire, Picasso e um pânico de imprensa Apollinaire tinha possuído outrora estatuetas ibéricas roubadas do Louvre por Géry Pieret. A polícia prendeu o poeta em setembro de 1911. Picasso foi levado. Ambos foram ilibados da Mona Lisa. O episódio faz parte do registro público e é um aviso sobre redes de arrasto de celebridades.

Sem «L.H.O.O.Q. de Duchamp» nem 21, a ficha de roubo da Mona Lisa de 1911 em 1919 volta ao balcão.1919

Números que ficam

Ano do volume
1919
Número fixado
21
Caso
roubo da Mona Lisa de 1911
Linha pública
L.H.O.O.Q. de Duchamp

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