Skip to content Pular para uma secao
Hemeroteca

1884: Mary Celeste · 487

Na hemeroteca pede-se o volume pelo ano, e quem atende abre o índice antes do título de opinião. Mary Celeste está em 1884 sob «A audiência de Solly-Flood», número 4 nessa página. A ficha não admite o título do filme posterior. O seminário fica com estas três peças. Marcas na proa que o attorney-general esperava fossem violência e que a leitura pericial posterior tratou como desgaste ordinário ou dano antigo.

O Mary Celeste é o derrelicto-tipo: um brigue abordado, um bote em falta, um jurista suspeitoso e um século de histórias que acrescentaram piratas que Conan Doyle nunca achou no papel de Gibraltar. As notas de abordagem de Deveau, lidas depois em tribunal, descreveram um navio que ainda podia ser esgotado e navegado. As velas estavam dispostas de modo desordenado. O adriça do pico grande estava partido. Havia água no porão, não o bastante no testemunho de salvamento para explicar por si um pânico. O cronómetro, o sextante e alguns papéis faltavam; o diário de bordo permanecia. Nove dos barris de álcool foram depois dados como vazios ou a vazar.

As pessoas tinham partido. Comida e pertences sugeriam que não se tinham arrumado para uma partida longa. O bote em falta é o facto físico central. Seja o que temiam, deixaram um navio que chegou a Gibraltar sob uma tripulação de prémio. Esse desajuste — um navio habitável e um convés vazio — é o mistério que o tribunal não conseguiu fechar.

Frederick Solly-Flood, attorney-general em Gibraltar, tratou o derrelicto como possível crime: motim, homicídio ou um naufrágio encenado para o seguro. Mandou examinar o casco, incluindo cortes na proa que peritos mais tarde julgaram antigos ou ordinários. Suspeitou dos homens do Dei Gratia. O tribunal, reunido no início de 1873, não adotou uma teoria de homicídio. Atribuiu salvamento — uma soma reduzida que ainda reconhecia o risco de Morehouse — e deixou o desaparecimento sem explicação.

Sem «A audiência de Solly-Flood» nem 4, a ficha de Mary Celeste em 1884 volta ao balcão.1884

Números que ficam

Ano do volume
1884
Número fixado
4
Caso
Mary Celeste
Linha pública
A audiência de Solly-Flood

: Mary Celeste · 488Ensaio seguinteOs 1000 ensaios1000