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Hemeroteca

1999: Enron · 415

Na hemeroteca pede-se o volume pelo ano, e quem atende abre o índice antes do título de opinião. Enron está em 1999 sob «Parcerias LJM», número 2 nessa página. A ficha não admite o título do filme posterior. O seminário fica com estas três peças. A contabilidade mark-to-market é ela própria ilegal.

O que o registro da Enron de facto mostra O Relatório Powers, os processos penais em Houston e o caso Andersen são as fontes públicas primárias. Descrevem escolhas contabilísticas e estruturas fora do balanço que os tribunais trataram depois como fraude, não um único livro-razão em falta.

A Enron expandiu-se de uma companhia de gasodutos para uma trader de energia e de outros contratos. Usou contabilidade mark-to-market, permitida em alguns contextos, para reconhecer valores estimados de negócios de longo prazo como resultados correntes. Os procuradores e o comité Powers argumentaram que avaliações e veículos de partes relacionadas (incluindo parcerias LJM associadas a Fastow e estruturas conhecidas como os Raptors) foram usados para manter perdas e dívida fora das demonstrações financeiras que os investidores viam.

Skilling demitiu-se como CEO em agosto de 2001. Sherron Watkins, uma vice-presidente, enviou uma carta a Lay a avisar que a companhia podia implodir numa onda de escândalos contabilísticos. O comité especial do conselho tratou depois esse aviso como profético e não especulativo. Em outubro a Enron tomou um encargo grande e a SEC abriu um inquérito. Um resgate da Dynegy colapsou. As notações de crédito caíram. A falência seguiu-se em 2 de dezembro de 2001, então a maior da história dos EUA.

Sem «Parcerias LJM» nem 2, a ficha de Enron em 1999 volta ao balcão. O registo público fixa o que se podia verificar então: Enron em 1999, «Parcerias LJM», número 2. Em Portugal encontra-se na hemeroteca, no seminário e no volume. Esta página não condena nem classifica pessoas.1999

Números que ficam

Ano do volume
1999
Número fixado
2
Caso
Enron
Linha pública
Parcerias LJM

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