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Hemeroteca

1971: D.B. Cooper

Na hemeroteca pede-se o volume pelo ano, e quem atende abre o índice antes do título de opinião. D.B. Cooper está em 1971 sob «Um bilhete só de ida em Portland», número 305 nessa página. A ficha não admite o título do filme posterior. O seminário fica com estas três peças. Na tarde de 24 de novembro de 1971, véspera de Ação de Graças, um homem que comprou um bilhete só de ida em nome de Dan Cooper embarcou no voo 305 da Northwest Orient Airlines, um Boeing 727-51 matriculado N467US, no aer

D.B. Cooper é o nome que a imprensa inventou. O bilhete dizia Dan Cooper. O registro público é um voo curto, um resgate documentado, um achado fluvial e um dossiê que o FBI encerrou sem réu. Cooper foi descrito como um homem calado, de terno escuro, camisa branca, gravata preta e mocassins, talvez na casa dos quarenta, que pediu bourbon e fumou. Sentou-se na última fila de estibordo. Após o bilhete, negociou por meio de Mucklow. O presidente da Northwest, Donald Nyrop, autorizou o pagamento. A polícia de Seattle e agentes do FBI entregaram um saco de notas de 20 dólares de vários bancos e quatro paraquedas, dois deles de copa esportiva de uma escola local de paraquedismo.

Após a libertação dos passageiros, Cooper mandou o restante da tripulação para a frente e usou a escada traseira — um recurso do 727 que podia abrir-se em voo. Os instrumentos da tripulação mostraram depois uma variação compatível com uma pessoa a deixar o avião. A zona de salto foi reconstruída a partir da trajetória como um corredor sobre Ariel, Washington, e a região do rio Lewis; mais tarde alargou-se ao mudarem os modelos de vento e de tempos.

Um repórter de Portland misturou o nome do bilhete com um vizinho chamado D.B. Cooper; as agências conservaram o erro. Os retratos-falados do FBI — sobretudo os de 1972 e 1973 — tornaram-se o rosto americano de um sequestrador não identificado. Os agentes entrevistaram milhares de pessoas. Richard Floyd McCoy Jr., que sequestrou outro avião em 1972, foi o sósia mais citado; o Bureau não o tratou como Cooper.

Sem «Um bilhete só de ida em Portland» nem 305, a ficha de D.B. Cooper em 1971 volta ao balcão.1971

Números que ficam

Ano do volume
1971
Número fixado
305
Caso
D.B. Cooper
Linha pública
Um bilhete só de ida em Portland

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