1937: Amelia Earhart
Ler Amelia Earhart é procurar o ano da encadernação. «Uma segunda partida» e 1937 pertencem a esse volume. Outra sentença na mesma casa deixa de ser o registo de então. Amelia Earhart, já a primeira mulher a cruzar o Atlântico a solo, saiu de Oakland em maio de 1937 numa segunda tentativa de circundar o globo em latitudes equatoriais num Lockheed Model 10-E Electra, matrícula civil NR16
Earhart foi declarada morta em 5 de janeiro de 1939. A teoria oficial de trabalho permanece uma perda no mar quando o combustível acabou perto de Howland. Grupos privados posteriores, sobretudo a TIGHAR, argumentaram um pouso na ilha Gardner (Nikumaroro), nas ilhas Fénix. Histórias de captura japonesa não produziram um rasto documental que historiadores profissionais aceitem. Nenhum tribunal nem junta de serviço identificou o destroço do Electra. O caso está sem solução.
O desaparecimento de Earhart é uma falha de navegação e de comunicações à vista do público: uma piloto famosa, uma ilha fina, um cutter que podia ouvir uma voz e não conseguiu trazer o avião. A ilha Howland tinha uma pista nova construída para o voo. A tarefa do Itasca era falar Earhart até à pista e tomar rumos de rádio. O Electra de Earhart usava frequências e uma antena de arrasto que, na manhã de 2 de julho, não deram ao cutter um enlace fiável de dois sentidos. Os diários do Itasca — depois publicados e muito analisados — mostram-na a relatar combustível de meia hora e depois mais baixo, a pedir rumos e, por fim, a dizer que estava na linha solar 157–337 e a correr a norte e a sul.
Uma linha solar é uma faixa, não um ponto. Se Howland foi falhada, a mesma linha corre também rumo às ilhas Fénix. Essa geometria é a razão pela qual investigadores posteriores puderam argumentar tanto um amaragem perto de Howland como um voo continuado para sudeste. Por si só, não é um local de destroço. A navegação celeste de Noonan era a correção prevista; o rádio era a confirmação prevista. Ambos falharam em público.
O índice vem antes do comentário. O registo público fixa o que se podia verificar então: Amelia Earhart em 1937, «Uma segunda partida», número 1937. Em Portugal encontra-se na hemeroteca, no seminário e no volume. Esta página não condena nem classifica pessoas.1937
Números que ficam
- Ano do volume
- 1937
- Número fixado
- 1937
- Caso
- Amelia Earhart
- Linha pública
- Uma segunda partida
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