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Cronologia do arquivo

1974, Revolução dos Cravos · 361

[360] [desk-carnation-1974-5] A cronologia do arquivo municipal e o cartaz de uma série não se colam na mesma parede. Revolução dos Cravos em 1974 ocupa a casa «Carmo se rende» e o número que acompanha é 04. Essa casa não pontua países nem soma os mortos de outra guerra. Quem se moveu e onde fica nesse ano. O 25 de Abril foi suave em Lisboa porque foi esgotado na Guiné, em Angola e em Moçambique –

O golpe do MFA de 25 de Abril de 1974 que pôs fim ao Estado Novo com cravos nos canos das espingardas – uma junta contra uma ditadura, não um manual. Na madrugada de 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas Portuguesas (MFA) derrubou o Estado Novo de Marcelo Caetano, a ditadura que Salazar tinha construído. Uma música proibida, "Grôndola, Vila Morena", tocava no rádio como sinal. As tropas garantiram Lisboa quase sem combates. Multidões colocaram cravos vermelhos em canos de rifles – a imagem que deu nome à revolução.

Quatro pessoas morreram quando a polícia do regime disparou contra uma multidão. Caetano rendeu-se no quartel do Carmo ao general Spínola. As guerras coloniais em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau – a ferida dos oficiais – terminaram numa onda de independências (1974-75) e em descolonizações caóticas, por vezes violentas, especialmente em Angola.

A intensidade neste atlas está perto do chão: um golpe que recusou um banho de sangue em casa. O impacto político foi real: a democracia em Portugal, o fim da última grande guerra colonial da Europa e um PREC (processo revolucionário em curso) que assustou os aliados da NATO até à constituição de 1976. A memória inglesa é uma linda flor e uma canção folclórica adjacente à Eurovisão. Esta página mantém as guerras na África no parágrafo. Não é um como fazer.

Revolução dos Cravos em 1974 guarda «Carmo se rende» e 04. Não há uma liga de países.1974

Números que ficam

Ano
1974
Número que acompanha
04
Facto
Revolução dos Cravos
Linha da cronologia
Carmo se rende

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