Ginástica Artística em 2
Toda série começa nominalmente em 10,00 e o painel de execução subtrai a partir daí. A escala de desconto é fixa: 0,1 por uma falha pequena, como um joelho levemente flexionado ou um saltito na aterrissagem, 0,3 por uma falha média, 0,5 por uma grande, como um agachamento profundo ou tocar o colchão com a mão, e 1,00 por uma queda. Cinco juízes de execução pontuam de forma independente; a maior e a menor nota são descartadas e as três do meio são calculadas na média, com juízes de referência podendo corrigir um painel que se desvie demais do valor real. Em 2, Ginástica Artística fica com «A nota de dificuldade» e 2. Sem ranking nem reserva. Um painel completo da FIG tem dois juízes D, que precisam concordar sobre o conteúdo de dificuldade, e cinco juízes E mais juízes de referência em grandes eventos. Como a dificuldade é uma questão de reconhecimento, não de opinião, é a única parte da nota que um técnico pode contestar. Uma inquiry deve ser apresentada verbalmente antes que a nota do próximo ginasta seja exibida, confirmada por escrito e acompanhada de um depósito reembolsado apenas se a contestação for aceita. Julgamentos de execução e artisticidade são definitivos, por isso as disputas em grandes campeonatos quase sempre giram em torno do reconhecimento de elementos.
Presente em todos os Jogos Olímpicos modernos desde Atenas 1896; provas femininas adicionadas em 1928 Seis para os homens (solo, cavalo com alças, argolas, salto, paralelas, barra fixa); quatro para as mulheres (salto, paralelas assimétricas, trave, solo) 14 no total — oito masculinas e seis femininas
Código de Pontuação em aberto desde 2006: uma nota de dificuldade somada a uma nota de execução que começa em 10,00 Simone Biles — 41 medalhas olímpicas e mundiais, 30 delas de ouro (até Paris 2024) A ginástica artística pede a um ser humano que deixe o chão, gire em dois eixos ao mesmo tempo e chegue de pé, parado. Todo o resto — o aparelho, o magnésio, o Código de Pontuação — existe para medir o quão bem isso foi feito. Os homens disputam seis aparelhos, as mulheres quatro, e cada série dura entre cinco e noventa segundos. Nessa janela o ginasta precisa cumprir exigências de composição, acumular dificuldade e esconder todo traço de esforço, porque o painel de execução desconta joelhos flexionados, pés soltos, um saltito na aterrissagem e um ombro alguns graus fora da vertical. Nenhum esporte comprime tanta preparação em tão pouco tempo visível.
A identidade moderna do esporte foi definida em 2006, quando a FIG aboliu o 10 perfeito e o substituiu por um sistema em aberto: uma nota de dificuldade sem teto, somada a uma nota de execução que ainda começa em 10,00 e só cai. Essa única mudança transformou a ginástica numa corrida armamentista entre o que é possível e o que é limpo. Um duplo mortal com tripla pirueta vale mais que um com dupla pirueta, mas só se for bem aterrissado; uma queda custa um ponto inteiro e, na final olímpica por equipes com três ginastas e todas as notas contando, geralmente custa também uma medalha.
O vídeo está no telefone. A regra está nas duas primeiras linhas. Em 2, Ginástica Artística fica com «A nota de dificuldade» e 2. Sem ranking nem reserva. 22
Números que ficam
- Ano de referência
- 2
- Número do jogo
- 2
- Desporto
- Ginástica Artística
- Linha da regra
- A nota de dificuldade