Trina Gulliver
Peter Wright
Estatística por estatística
As barras são proporcionais ao líder desta lista.
O veredicto
Trina Gulliver lidera 3 de 3 categorias. Nosso ranking de todos os tempos coloca Trina Gulliver em nº 7 e Peter Wright em nº 10.
O caso de Trina Gulliver
A campeã mais laureada do jogo feminino e a jogadora mais repetidamente dominante desta lista depois de Taylor. Gulliver venceu dez campeonatos mundiais — os primeiros sete consecutivamente, de 2001 a 2007, depois 2010, 2011 e 2013 — chegando a pelo menos doze finais mundiais em uma carreira que ela conciliou com seu trabalho como carpinteira e marceneira. Foi a primeira campeã mundial feminina quando a BDO criou o título em 2001, e definiu o evento por mais de uma década, somando uma longa lista de Winmau World Masters, World Trophy e títulos internacionais entre mais de vinte campeonatos televisionados e majors. Sua importância não está só nos troféus: durante a maior parte de sua carreira o jogo feminino não tinha praticamente nenhuma premiação, nenhuma televisão e nenhuma estrutura profissional, e ainda assim ela sustentou um nível de classe mundial. Todo avanço posterior — Fallon Sherrock em Alexandra Palace, a PDC Women's Series, Beau Greaves — se apoia na visibilidade que ela criou.
O caso de Peter Wright
O campeão visualmente mais extravagante do esporte e o exemplo mais notável de transformação tardia de carreira. Snakebite passou duas décadas como jogador de segundo escalão, chegou a se afastar completamente do circuito para trabalhar fora do jogo, e voltou aos quarenta e poucos anos com moicano tingido, cobra pintada e um guarda-roupa desenhado por sua esposa. Perdeu a final mundial de 2014 para Michael van Gerwen, depois venceu o título em 2020, aos 49 anos, batendo van Gerwen por 7-3, e novamente em 2022 contra Michael Smith. Três finais mundiais, dois títulos, além do World Matchplay de 2019 e do UK Open de 2017 entre mais de oito majors televisionados, e um período como número um do mundo. É também o técnico mais inquieto do esporte, trocando dardos, hastes e empenagens no meio da partida e carregando dezenas de configurações para cada evento — o oposto da sabedoria convencional de que um profissional deveria encontrar um só dardo e nunca trocá-lo.