Silvana Tirinzoni
Elisabet Gustafson
Estatística por estatística
As barras são proporcionais ao líder desta lista.
O veredicto
Empate total nas categorias medidas. Nosso ranking de todos os tempos coloca Silvana Tirinzoni em nº 9 e Elisabet Gustafson em nº 10.
O caso de Silvana Tirinzoni
Skip da única equipe feminina a vencer quatro campeonatos mundiais consecutivos, conquistando o ouro em 2019, 2021, 2022 e 2023 com Alina Patz lançando as últimas pedras, e somando pratas em 2024 e 2025, quando o Canadá de Rachel Homan finalmente as deteve. O arranjo em si era incomum e muito discutido: Tirinzoni chamava o jogo e segurava a vassoura enquanto Patz lançava o quarto par de pedras, uma divisão da função de skip que várias equipes de elite já copiaram. Também venceu títulos europeus em 2023 e 2024 e uma longa sequência de campeonatos nacionais suíços, e finalmente conquistou uma medalha olímpica em Milão Cortina 2026, prata após derrota por 6 a 5 para a Suécia na final. Anunciou a aposentadoria no verão de 2026, encerrando a sequência de sucesso mais consistente já montada por uma equipe feminina.
O caso de Elisabet Gustafson
Por duas décadas, o padrão-ouro de uma carreira feminina, com quatro campeonatos mundiais em 1992, 1995, 1998 e 1999, uma marca só superada pelas equipes suíças dos anos 2020. Gustafson somou dois bronzes mundiais e quatro títulos europeus, e liderou a Suécia ao bronze em Nagano 1998, o primeiro torneio olímpico de curling com status pleno de medalhas, terminando em sexto em Salt Lake City, em 2002. Suas equipes eram construídas sobre um estilo europeu de jogo agressivo de draws, que contrariava a ortodoxia canadense da época, baseada em takeouts, e provaram que uma nação com poucos milhares de curlistas podia bater uma com centenas de milhares. Fez tudo isso enquanto treinava e trabalhava como cirurgiã, e foi introduzida no Hall da Fama da World Curling Federation em 2012.