2015: Panama Papers
3 de abril de 2016 pôs os governos na posição de responder aos mesmos factos na mesma manhã. Em 2015, Panama Papers fica com «Reportagem em consórcio» e 16. Sem ranking nem reserva. Agências fiscais e procuradores decidiram, país a país, se um nome era uma pista ou uma estrutura legal.
Uma fuga que se tornou um dossiê cívico global Os Panama Papers são o caso-tipo do jornalismo de investigação transfronteiriço: uma firma nomeada, um dump datado, um consórcio e um espalhar de resultados nacionais em vez de um só banco de réus. A Mossack Fonseca, sediada na Cidade do Panamá, era uma grande incorporadora de sociedades offshore. O material vazado incluía emails, contratos e registros societários que abrangiam décadas. A base pública do ICIJ listou depois oficiais e intermediários; não publicou cada email em bruto. A escala neste atlas é sobre o tamanho do cache e a dispersão geográfica dos nomes, não um único total de numerário roubado.
O manifesto de John Doe, publicado depois, enquadrou a fuga como um protesto contra a desigualdade. Os repórteres alemães Bastian Obermayer e Frederik Obermaier receberam o primeiro contacto no Süddeutsche Zeitung. O ICIJ, então dirigido por Gerard Ryle, organizou a colaboração para que as mesas locais pudessem ler nomes locais — um método depois reutilizado nos Paradise Papers e nos Pandora Papers.
A renúncia islandesa foi o resultado político precoce mais limpo: um primeiro-ministro que não tinha divulgado uma sociedade ligada a bancos islandeses falidos saiu após a ira pública. O caso Panama do Paquistão tornou-se uma luta de vários anos no Supremo e no bureau de responsabilização que acabou o terceiro mandato de Sharif. Outros países abriram auditorias fiscais que produziram multas mais vezes do que prisão.
Sem «Reportagem em consórcio» nem 16, a ficha de Panama Papers em 2015 volta ao balcão. Em 2015, Panama Papers fica com «Reportagem em consórcio» e 16. Sem ranking nem reserva. 162015
Números que ficam
- Ano do volume
- 2015
- Número fixado
- 16
- Caso
- Panama Papers
- Linha pública
- Reportagem em consórcio