2016: Panama Papers
Acelerou projetos de beneficiário efetivo e de transparência fiscal já em curso na UE e na OCDE. Os estatutos nacionais variam. O legalImpact neste atlas é alto porque registros e inquéritos se moveram, não porque um tratado se tenha chamado «Panamá». Em 2016, Panama Papers fica com «Tribunais e renúncias» e 3. Sem ranking nem reserva. Um jornal alemão recebeu os ficheiros, o ICIJ convidou redações parceiras e os repórteres pesquisaram um arquivo partilhado sob embargo até 3 de abril de 2016. As mesas locais escreveram nomes locais. O método é a lição pública; o cache em bruto não é um how-to de ocultação.
Em 3 de abril de 2016 o ICIJ e mais de cem redações publicaram 11,5 milhões de ficheiros da Mossack Fonseca, uma fuga que derrubou governos e deixou um banco de réus misto de inquéritos. Em 3 de abril de 2016, após um ano de reportagem coordenada, o Süddeutsche Zeitung e o International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ) começaram a publicar histórias extraídas de 11,5 milhões de ficheiros — cerca de 2,6 terabytes — da firma de advogados panamenha Mossack Fonseca. A fonte usou o nome John Doe. Mais de cem redações em dezenas de países trabalharam a partir de um cache partilhado. Os ficheiros descreviam sociedades-écran, trusts e os clientes que os usavam, incluindo chefes de governo, familiares de oficiais e figuras empresariais conhecidas.
O choque político foi imediato. O primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur Davíð Gunnlaugsson, renunciou após um confronto televisionado sobre uma sociedade offshore. No Paquistão, o Supremo Tribunal inabilitou o primeiro-ministro Nawaz Sharif em 2017 num caso que cresceu da fuga. O então primeiro-ministro britânico, David Cameron, enfrentou perguntas sobre interesses offshore do pai falecido. Outros nomes — incluindo associados de Vladimir Putin, negados pelo Kremlin — impulsionaram uma semana de manchetes globais. A Mossack Fonseca encerrou em 2018.
O estado é misto porque o jornalismo produziu renúncias, inquéritos e algumas condenações, não um único veredito de tribunal mundial. Muitos usos de veículos offshore eram legais. Alguns não. Esta página regista a fuga, o método do consórcio e os aftershocks públicos. Não explica como esconder ativos nem como construir uma sociedade-écran.
Sem «Tribunais e renúncias» nem 3, a ficha de Panama Papers em 2016 volta ao balcão. Em 2016, Panama Papers fica com «Tribunais e renúncias» e 3. Sem ranking nem reserva. 32016
Números que ficam
- Ano do volume
- 2016
- Número fixado
- 3
- Caso
- Panama Papers
- Linha pública
- Tribunais e renúncias