1888: Jack, o Estripador · 463
Na hemeroteca pede-se o volume pelo ano, e quem atende abre o índice antes do título de opinião. Jack, o Estripador está em 1888 sob «Mary Ann Nichols», número 31 nessa página. A ficha não admite o título do filme posterior. O seminário fica com estas três peças. O caso ensinou a imprensa inglesa a serializar o medo e depois ensinou o turismo a vendê-lo; o português herdou ambos.
Jack, o Estripador é a investigação-tipo sem solução: um outono curto de trabalho policial, um mito de imprensa espesso e um século de documentos que nomeiam suspeitos sem alguma vez produzir um julgamento. O que a polícia de 1888 realmente tinha O dossiê contemporâneo são inquéritos, relatórios de ronda, declarações médicas que esta página não citará por pormenor de lesão, e um pequeno conjunto de cartas enviadas à imprensa e ao Whitechapel Vigilance Committee. Não havia um bureau de impressões digitais em 1888, nenhum trabalho de grupo sanguíneo que pudesse individualizar um estranho, e nenhuma fotografia de cena de crime sobrevivente do tipo que leitores posteriores esperam.
Suspeitos de identidade acumularam-se mesmo assim: homens locais, talhantes, médicos, judeus feitos bode expiatório no susto «Leather Apron», e depois cavalheiros inventados por memória. O memo de Macnaghten de 1894, escrito para derrubar uma pretensão de jornal sobre Thomas Cutbush, nomeou Montague John Druitt, «Kosminski» e Michael Ostrog como mais prováveis do que Cutbush — não como assassinos provados.
«Jack the Ripper» / «Jack, o Estripador» entrou no inglês — e depois no português — a partir de uma carta à Central News Agency, publicada em fins de setembro de 1888, assinada com esse nome. Uma carta de meados de outubro «From Hell» a George Lusk do Vigilance Committee é um segundo documento famoso. A polícia e historiadores posteriores trataram há muito muitas das centenas de cartas como hoaxes, incluindo possíveis hoaxes de imprensa.
Sem «Mary Ann Nichols» nem 31, a ficha de Jack, o Estripador em 1888 volta ao balcão.1888
Números que ficam
- Ano do volume
- 1888
- Número fixado
- 31
- Caso
- Jack, o Estripador
- Linha pública
- Mary Ann Nichols
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